sexta-feira, 10 de julho de 2009

freere

terça-feira, 26 de maio de 2009

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Para relembrar (e organizar)...

As datas de entrega, assim como o seminário/visita de estudo no mês de Fevereiro são as seguintes:

Dia 01.02.2008 (esta sexta-feira):

- Visita de estudo no âmbito do trabalho de campo, com o professor Tiago Marques. Encontro às 14.30h, no Largo da Misericórdia;
- Entrega do CD com todos os trabalhos ao professor João Palla, das 12 horas às 14 horas;
- Entrega do trabalho de Espaço e Visualidade, com as devidas notas de rodapé, até às 18 horas;

Dia 13.02.2008

- Seminário no IADE, sobre "O Desenhador Voyeur", com o professor Shakil Rahin, às 15 horas;

Dia 15

- Entrega do e-Sketchbook do diário gráfico + diário gráfico + relatório do seminário, máximo de 2 folhas A4, letra 12;

Boas "férias", hahaha.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Historia e Memoria Visual, nº8

História e Memória Visual, aula nº8, sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
Turma A, 1º ano - 1º semestre, Cultura Visual e Fotografia

Iniciação à metodologia e práticas de investigação aplicadas aos domínios da memória visual (trabalho prático num arquivo fotográfico):

1. Noções básicas sobre suportes materiais da imagem e materiais iconográficos; suas características e utilização como fonte de informação.
2. Arquivos fotográficos e diversidade das colecções de materiais iconográficos (caracterização geral; principais instituições em Portugal).
3. Ferramentas e métodos aplicados na investigação da memória visual (construção do "dossier" de uma investigação).

"Se a Fotografia foi inventada em 1839, só foi descoberta nos anos 1960 e 1970."
Douglas Crimp (The museum's old, the Library New Subject, 1990

A contrução de uma identidade/ as histórias da fotografia/ a fotografia nas instituições: museus, universidades, mercados de arte.

Técnicas e etapas tecnológicas da fotografia:

1ª etapa tecnológica da fotografia: os processos fundadores.
⁃ Dois sistemas:

• Positivo Directo
✓ Joseph Nicéphore Niépce
✓ Jacques Louis Mandé Daguerre
✓ Hypollyte Bayard

• Negativo-positivo
✓ William Fox Talbot
✓ William Herschell
✓ Hercules Florence

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

E-mail geral

Consultem este e-mail para ver quaisquer apontamentos eventuais enviados pelos prof's.

culturavisualfotografia2007.08@gmail.com

A pass para o e-mail é iade2007.



Bom Natal, anormais. *

sábado, 1 de dezembro de 2007

Historia e Memoria Visual, nº7

História e Memória Visual, aula nº7, sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
Turma A, 1º ano - 1º semestre, Cultura Visual e Fotografia


• Walter Benjamin
"A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica" (1936)
ou
... as novas potencialidades artísticas decorrentes da reprodutibilidade técnica.

Da destruição da "aura"
do objecto de arte, que se impõe enquanto obra única
(fruição religiosa ou ritual, socialmente definidora pelo acesso ou não à obra)

Ás formas de arte que deixam de distinguir entre original e cópia (fotografia)
(necessariamente libertadoras e democratizadoras)

Uma "politização da estética" em vez da "estilização da política" típica dos movimentos fascistas e totalitários.

Vê na reprodução técnica uma possibilidade de democratização estética, desde que elas conservem as características daqueilo que, até então, chamaríamos de original.
Não distingue entre as várias ampliações a partir de um negativo.

T. Adorno e Horkheimer defendem que toda a reprodução promove uma dimensão massificante de mercado que contribui para a perda de identidade da originalidade.

Benjamin acredita que isso gera, desde que observadas as técnicas, uma politização capaz de moldar o senso crítico daquele que observa.

• Do original e da cópia

Mesmo na reprodução mais que perfeita falta uma coisa: o aqui e agora da obra de arte (...) O aqui e agora do original constitui o conceito da sua autenticidade.

A autenticidade não é reprodutível.

"A autenticidade de uma coisa é a suma de tudo o que desde a sua origem nela é transmissível, desde a sua duração material ao seu testemunho histórico."

"O que murcha na era da reprodutibilidade da obra de arte é a sua aura."

Da reprodução:

Manual (falsificação);

Técnica (mais autónoma, não contaminada pela "mão", salienta aspectos só acessiveís a uma lente que se ajuste).

• Do original e da cópia

Alterações da obra de arte a propósito da sua dimensão de reprodutibilidade.

O valor singular da obra de arte "autêntica" tem o seu fundamento no ritual em que adquiriu o seu valor de uso original e primeiro.

A reprodutibilidade técnica da obra emanicipa-a (...) da sua existência parasitária no ritual.

• A recepção da obra de arte:

⁃ Valor de culto

⁃ Valor de exposição

A reprodutibilidade aumentou a possibilidade de exposição

Com a secularização da arte, a autenticidade toma o lugar do valor de culto.

A obra de arte passa a ser uma composição com funções novas.

"O filme é, pois, a mais perfeita das obras de arte."
W. Benjamin
(O valor de exposição em absoluto)

domingo, 25 de novembro de 2007

Historia e Memoria Visual, nº6

História e Memória Visual, aula nº6, sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
Turma A, 1º ano - 1º semestre, Cultura Visual e Fotografia


A importância da Fotografia na construção/ preservação da Memória Visual

• A reprodutibilidade (Walter Benjamin)

O museu imaginário (André Malraux)

⁃ Fotografia como documento e fonte de informação

O mundo depois da fotografia
(Régis Durand,. El Tiempo de la Imagen. Ediciones Universidade de Salamanca)

Situação actual

1. Desenvolvimento da fotografia no campo artístico (um dos meios priveligiados de criação desde os anos 70, adquire um estatuto que reivindicou ao longo de dezenas de anos)
2. Acentuar nos últimos 30 anos do carácter imagético da cultura ocidental.
3. Fotografia comporta ká uma dimensão obsoleta, face a novos diapositivos tecnológicos de representação (o esvaziar de funções, aponta uma autonomização da fotografia que a remete para o campo da criação artística); prefigura o fim de uma época iniciada hà pouco mais de 150 anos.

A fotografia é vista como um dado "catástrofe" a partir do qual nada é como antes...

Diz Robert Smithson (1938-):

"A fotografia obrigou Cézanne e os seus contemporâneos a sair do atelier. (...)... a Fotografia converte ralmente a Natureza num conceito impossível. Turva o conceito de Natureza na medida em que a terra depois da fotografia se converte num "museu". Os geólogos falam sempre da terra como um "museu", dos abismos do tempo, e tratam-nos como artefactos. A recuperação de fragmentos de civilizações perdidas, e a recuperação de rochas faz com que a terra se converta numa espécie de artifício."

"A Fotografia geometriza tudo. Qualquer tomada de vistas por acaso resulta num formato rectangular (...) e as coisas são submetidas a medidas."
The Writings of Robert Smithson, NY: N.Y. University Press, 1979

Exemplo: Espiral, Utah - 1970

A Fotografia transforma o mundo em "museu", em colecç~eo de espécies, geometriza, iguala, classifica, cartografa (e transforma o sitio em não.sítio).

"Não penso que possamos escapar da primazia do rectângulo."
The Writings of Robert Smithson, NY: N.Y. University Press, 1979

⁃ Encontros de Fotografia de Coimbra (2000)

A partir de Warbug...

Aby Warbug, no final dos anos 20, iniciou a construção de um mapa de imagens, como forma de totalizar as relações possíveis na História de Arte.

Warbug associava imagens de todas as proveniências: reproduções de esculturas gregas, de quadros renascentistas, de figuras mitológicas, imagens oriundas da publicidade, que colocava lado a lado, em grandes painéis de feltro negro.

Mnemosyne, palavra grega que Warbug utilizou para designar a sua tarefa de construção de uma memória das imagens da arte.

Nos Encontros de Coimbra, Delfim Sardo entende montagem, edição, recolha, recorte, reconstrução como conceitos derivados de Mnemosyne. Para ele, a produção artística é entendida como "um processo de montagem", o que significa dizer que se parte do princípio da "existência de um universo de produção na arte contemporânea que se define pela geração de um plano de imanência que é oriundo da ediçã o da articulação de imagens recolhidas, de produção própria, que se referem à ossa memória colectiva ou que emanam da memória individual, mas que são, sempre, o resultado de um processo de edição".